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:: Nome: Perdida
:: Idade: 26 anos
:: Cidade: Rio de Janeiro
:: Estuda: Jornalismo

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
Comments:

Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

Comments:





Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
Comments:

Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
Comments:

Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

Comments:





Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

Comments:





Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
Comments:

Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
Comments:

Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
Comments:

Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

Comments:





Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
Comments:

Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
Comments:

Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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Sábado, Junho 21, 2003

Olá meninas, aproveito a oportunidade para deixar claro que estou aberta a conhecer novas pessoas, não só no mundo virtual,mas também no real.

Eu e minha namorada, adorariamos conhecer casais gays, aumentar nossa união com pessoas que assim como a gente, amam pessoas do mesmo sexo!!!

Estamos juntas a 3 anos e apesar das brigas, estamos tentando levar uma relação mais harmônica...

Quem estiver disposto a conhecer pessoas legais, a porta está aberta.


Somos pessoas que adoram música, temos bom gosto, não somos duas malucas da internet, e sim pessoas com estudo, cultura e disposta a novas amizades.

Beijos Perdida e Bel

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Segunda-feira, Junho 09, 2003

O que podemos fazer contra nós mesmos?

Essa pergunta tem passado pela minha cabeça o tempo todo...E como é difícil perceber o quanto somos destrutivos contra nós mesmos quando não conseguimos nos enxergar, nos aceitar e com isso nos tornamos submissos e infelizes.

Tá doendo pra caramba me libertar de mim mesma, ser aquilo que sempre fui e pensar da maneira que considero a mais correta. A censura está a minha volta e até para escrever e mandar todo mundo para puta que pariu tá difícil!

Me desculpem, mas estou chateada hoje, irritada e brigando comigo mesma. Beijos Perdida

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Sexta-feira, Junho 06, 2003

Texto de Milly Lacombe

Quando o amor não acaba

Foi durante o sempre doloroso processo de separação que Tati me fez ver com clareza por que me apaixonei por ela

A culpa ¿ porque sempre existe culpa quando se trata dessas coisas do coração ¿ foi de uma calça cor-de-rosa da Levi¿s. Uma dessas 501, de cintura baixa, bem baixa. Quando ela entrou na redação usando aquela calça, fiquei maluca. Mas ali não havia muito o que fazer. Ela tinha namorada, era praticamente casada, e eu teria que me contentar com as sempre bem-vindas, mas muitas vezes insuficientes, fantasias. Foi esse meu primeiro contato visual com a Tati, minha mulher e companheira nos últimos dez anos.

Depois do episódio da Levi¿s rosa, como elas ¿ calça e proprietária ¿ não me saíam da cabeça, decidi investir numa improvável amizade e esperar por uma janela de oportunidade. E fui me aproximando, ficando mais íntima, mais amiga, confidente, conselheira, até que, finalmente, já completamente apaixonada, vi uma brecha. No começo, foi um relacionamento tumultuado, cheio de idas e vindas, de traições e culpas. Até que ela resolveu se mandar sozinha para uma temporada na Califórnia e, quatro meses e 11 mil milhas depois, lá estava eu atrás dela, na terra onde o sol sempre brilha. E foi então que minha alma percebeu que havia chegado em casa. Tati era tudo pra mim. Me dava colo, conforto espiritual, me aprumava, me acariciava, me namorava. Ao lado dela, e incentivada por ela, cresci, amadureci e fui feliz. Tati cuidava da grana, da comida, das burocracias pentelhas do dia-a-dia e, claro, de mim. Eu ficava incumbida de lavar a louça, de fazer ela rir e de dançar devagarinho com ela na sala, à noite, bem tarde, enquanto o mundo dormia. Juntas, fazíamos supermercado, ginástica, líamos na cama, levávamos os sobrinhos ao cinema, escolhíamos os móveis da sala, os filmes do fim de semana, o sabor do sorvete, a próxima viagem. Conversávamos sobre a vida, planejávamos o futuro, tentávamos entender o passado e ríamos muito. Ríamos das coisas engraçadas, das coisas tristes, das coisas bobas, das coisas sérias ¿ em minha memória, existe um arsenal imenso de risadas compartilhadas com minha companheira de cabelos castanhos, pele e olhos cor de mel.

Tati dormia abraçada comigo, me coçava as costas, lia meus textos antes de publicados, fazia correções, sugestões e colocava a cabeça em meu ombro quando falava, sempre com extrema competência e simplicidade, sobre as coisas mais profundas da vida.

Levava vinte minutos escovando os dentes antes de deitar porque estava convencida de que assim evitaria futuros problemas na gengiva, passava creme no rosto dando tapinhas leves na testa e na bochecha num ritual delicioso e que todas as noites me fazia rir, dormia sempre de bruços e sempre muito silenciosamente, e, antes de engolir qualquer bebida, ¿mastigava¿ o líquido para ¿fazer com que ele descesse mais quentinho¿.

Ela me fez ver o que eu jamais teria visto sem ela. Me fez chegar a lugares que eu talvez levasse uma vida para chegar, se chegasse. Me fez ser um tipo de pessoa que eu muito provavelmente nunca conseguiria ter sido. Tati me fez acreditar que eu podia, que eu devia, que eu precisava ouvir os anseios mais profundos da minha alma. Me fez optar pela estrada certa, mesmo não sendo a mais fácil ou nítida.

Há algumas semanas, Tati e eu decidimos seguir caminhos separados. Depois de passar dez anos respirando o mesmo ar que ela, estou reaprendendo a dar meus passos sem ser amparada, sem ser observada, sem minha maior admiradora e fã. E foi durante o sempre doloroso processo de separação, esse que divide CDs, livros, guarda-roupa (no caso de casais gays, claro) e a alma, que ela me fez ver com clareza exatamente por que me apaixonei perdidamente por ela há dez anos.

Tati é magnânima, delicada, inteligente, doce, sensível, carinhosa, linda e, acima de tudo, me ama com um tipo de desinteresse genuíno que normalmente esperamos receber apenas de nossos pais.

Em minha memória, sobraram fragmentos de imagens apaixonadas, engraçadas, divertidas, inesquecíveis: ela e eu decidindo o jantar daquela noite, fervendo a água para o macarrão, brindando nosso relacionamento com vinho tinto, rindo alto de algum episódio de Friends, fazendo panqueca no café-da-manhã, jogando raquetinha na praia, tênis no clube, comprando pão francês na padaria, o quindim do Pinheiros, correndo na pracinha, conversando na cama antes de dormir, brincando de fazer amor.

Tati me fez mulher, me fez feliz, me fez quem sou. Tati foi embora, mas deixou seu sorriso perfeito, branco, aberto, sincero, sempre apaixo-nado. E a Levi¿s cor-de-rosa, evidentemente. Porque ela sabe que os ci-clos da vida são feitos de pequenos e aparentemente insignificantes detalhes ¿ e de pessoas. Pessoas, para os que têm sorte, como a Tati


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Quinta-feira, Junho 05, 2003

É incrível a capacidade que as pessoas têm de mudarem de comportamento de uma hora para outra.
Tenho achado que aprendi muito morando aqui no Rio de Janeiro sozinha, de fato isso não há como negar, a escola da vida dá de mil em qualquer outra entidade particular e hoje, resol´vi postar sobre o comportamento das pessoas por que estou com muita raiva de umas pessoas da faculdade, pessoas estas que eram anjos disfarçados, mesquinhas e com os seus super-egos disputando o tempo todo...Desculpem a palavra, sou calma, educada, não brigo na rua, mas hoje, eu perdi a paciência e mandei eles irem a merda, na frente da professora e todos os outros alunos...

Duas loiras fúteis que quase não vão a aula e mais um carinha de 34 anos, que acha que sabe tudo, tiveram a cara de pau de me dizer que eu não participaria do trabalho por que falto muito... o que é mentira e que a pauta que eu havia opinado era sobre um assunto que eles não entendiam muito bem, a questão do patrocinio das estatais...

Fiquei puta da vida, peguei a pauta da professora com as minha presenças e mostrei para os babacas que só não havia comparecido na aula passada e que não era motivo para tanta babaquice....Disse que não queria participar mais do grupo e que faria sozinha...

Bem gente, me desculpe, mas estou mesmo muito revoltada....

O tema do trabalho deles é moda...Nada contra, até gosto,mas estudar jornalismo e gravar um vídeo sobre moda, me desculpem mais uma vez... Não me incluo mesmo no grupo. Há males que vem para o bem!!! Escapei dessa...
Beijos Perdida

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Segunda-feira, Junho 02, 2003

Olá gente. Como estão levando a vida de vocês? Eu estou bem, com alguns altos e baixos,mas nada que não possa ser relevante. Tá o maior calor aqui em Copacabana, o mar está com um tom de azul maravilhoso e muitas pessoas em plena segunda-feira aproveitando o dia. Ê Rio de Janeiro maravilhoso!!!

Por falar em Rio de Janeiro, incrível como um clima pesado está pairando no ar, as pessoas estão com medo, não só dos bandidos, Fernandinhos, Marcinhos e etc...estão com medo das pessoas comuns, ssim como a gente.

Onde estamos com a cabeça? Que absurdo essa desvalorização da vida, a morte é uma coisa banal por aqui, é comum falar que na esquina um fulano qualquer foi assassinado e vamos vivendo, passeando nas ruas e desviando de seres humanos esparramos pelas calçadas... já nem enxergamos mais...

É difícil estabelecer para a sociedade valores que deixaram de existir, não por que estivesse errado, mas pela falta de amor, de vida, de bondade.

Se começarmos rever nossos conceitos e sermos pessoas melhores com aqueles que estão ao nosso lado, podemos não salvar o mundo, mas seremos uma maioria que não se capitalizou e robotizou como os outros.

Beijinhos Perdida

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Quinta-feira, Maio 29, 2003



O bigode do Neo- liberalismo Latuff, o cartunista da revolução, retrata de uma forma definitiva e surpreendente o "pensamento único do mercado".

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

O melhor da vida é se conhecer, depois disso, nada mais é impossível. Passamos por sensações, experiências, vivemos coisas jamais imaginadas por nós, somos pessoas especiais em situações bobas e vamos convivendo com nosso próprio eu e enxergando um ser diferente, interessante e cheio de vida.

Se pararmos para pensar em nossa importância para nossa própria vida, certamente já teremos uma outra visão do que é a vida. Neste momento, transbordo toda minha emoção,me abro para o meu centro e vejo cores diversa...vermelho, amarelo, azul, laranja, todas elas num redemoinho incesante e sou vida dentro de todo meus pensamentos ocultos, confusos e cheios de vida.

Gostaria de ouvir um dia que sou importante, ver uma pessoa, irmã, amiga, amor, seja quem for, dizer que sou importante para ela, aí sim, estarei certa que vale a vida que vivo,e vale a pena seguir adiante, de cabeça erguida, abraçando o bem e conhecendo o mal, e sendo eu mesma com todos meus defeitos e qualidades.

Beijos Perdida
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Olá gente,passei este tempinho sem postar pois tive que formatar meu HD, instalar todos os programas novamente e ainda estudar,fazer trabalhos e etc...

Espero que não desistam de passar por aqui depois de tanto tempo sem novidades.

Hoje está um dia muito bonito e na volta da minha terapia ví tantos casais apaixonados que até me deu vontade de falar de amor hoje, mas ainda não descobri a maneira,como abordar....de que forma... Bem, vou falar do amor por mim mesma antes de mais nada.

Tenho me olhado mais no espelho e apesar de estar me sentindo um pouco estranha tenho gostado mais do que vejo, tenho até me produzido mais, sabia?

Pode até parecer maluquice,mas,é importante falar disso,verbalizar para os outro e para mim...

Estou me reencontrando como mulher e pessoa,e daqui uns dias ninguém mais será capaz de não notar a diferença.

Mudarei meu nicK???Risos....

Beijos Perdida

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Terça-feira, Maio 13, 2003

A vida é um emaranhado de fatos!!!!!!!!!

Estou passando por um período de identificação pessoal onde os sentimentos estão a flor da pele e meu eu briga comigo mesmo deixando minha cabeça a mil com todos meus pensamentos confusos...Complicado demais!!!

O amor em pauta é o que mais me deixa a mercê da minha vida. Não sei o que fazer com tudo que brota em minha mente, não consigo direcionar minha criatividade para nada produtivo e nem ser quem realmente sou, me sufocando dentro de mim mesma e deixando o amor predominar dentro do meu peito e tomar conta do meu todo.

As pessoas que nos cercam são frias e egoistas demais para perceber o nosso momento de fragilidade. Sempre nos julgam com os piores adjetivos e ainda sim nos chamam de egoistas...

Quisera eu ter a força que achava que tinha há 5 anos atrás, acreditar que era imbatível aos humanos e fazer acontecer... Mas a vida passa e me arrasta no seu emaranhado de fatos...

Me desculpem a nostalgia mas hoje me sinto quebrável e atingível...

Beijos Perdida

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Continuo achando que as lésbicas estilo antigo estão em extinção!!!

Adorei os comentários, fiz até uma greve para ver se alguém aparecia e funcionou. Estou mesmo muito feliz.

Quanto ao artigo das lésbicas antigas, não quis dizer em relação a idade e sim em relação ao comportamento, acho que as mulheres que gostam de mulheres, definitivamente deveriam gostar de mulheres na íntegra e não de estereótipos de homens com o sexo feminino em sua forma humana. Entendem?

Não tenho nada contra a mulheres que querem se parecer com homens, acho que cada um sabe o que mais lhe dá prazer e quem sou eu para questionar formas de prazer, tudo vale a pena para quem tem a certeza de sí mesmo.

Quando estou na rua observo as mulheres e seu comportamento, e vejo que aquelas que vivem para serem mulheres de fato não são tão felizes, pois são mulheres impostas pela sociedade, com seus ataques de vaidades e obrigações de postura. Para mim, ser mulher é ser feminina, sensual, inteligente, humana, delicada e forte ao mesmo tempo, corajosa e medrosa na medida certa...sem "ais" e "uis"....Mulher!!!!!!!!!!!!!

Vocês não acham que estou certa? Conseguem ver muitas deste tipo soltas na rua? Eu sinceramente não enxergo.

Beijos Perdida

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Sábado, Maio 03, 2003

Eu sou assim é o caramba!!!!!!!!!!


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor. Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim" e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de crença no determinismo genético. Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesma, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.

Existe um meio melhor. Quem diz eu sou assim, faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado, dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação. A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer eu sou assim, têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como um avestruz e colocando a cabeça em um buraco, no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma. Sempre estamos. Estamos jovens, estamos sadios, estamos acordados, estamos educados, estamos esforçados, estamos atentos, estamos felizes e assim por diante. O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Quando dizemos que estamos sem dinheiro, estamos solitários, estamos tristes, estamos sem imaginação, estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro. Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo". Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade. Sou do planeta Terra -- é uma condição imutável. Estou na França -- é uma condição transitória.

Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração. Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa.

Somente quem muda, sobrevive. Como diz William Shakeaspeare: Ser ou Não Ser? Eis a questão. Neste caso, é a sua questão, porque é a sua vida.
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Sexta-feira, Maio 02, 2003


Salvem as lésbicas antigas!!!!!!!!!
Estou com uma alergia terrível no rosto, me sinto um ET, e foi por isso que ontem não postei nada, fiquei meio deprê com a vida e não quis ser uma chata de galocha enchendo a paciência de vocês.
Fico muito triste de quase ninguém estar entrando aqui ou comentando qualquer coisa, sei lá, nem que seja para me xingar...risos...nenhum comentáriozinho...
Tudo bem que o blog não tem nem uma semana, mas, me esforcei tanto.
Hoje devo ir ao Blue Angel, dar uma relaxada, respirar aquele cheiro de cigarro...faz tempo que não paso por lá.
Essa semana entro na academia, estou muito parada e decidí que é o melhor a fazer, daqui uns dias a lei da gravidade se aplica a mim e não vai dar certo...
As lésbicas do Rio de Janeiro estão desaparecendo, falo das lésbicas de verdade, não essas meninas machinhas que estamos acostumadas a ver por aí... aquelas que são lésbicas por modismo estão por toda parte.
Não se encontra uma lésbica, gentil, disponível, interessante, aquelas antigas, com seus 28, 29, 30, 31, 32....Só meninas, meninos...
Me considero uma lésbica interessante, talvez não das antigas, mas uma pessoa que curte coisas legais e não ficar sacudindo a cabeça de um lado para o outro com um ácido na boca...Tô fora!!! Salvem as lésbicas antigas...

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